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doação de leite materno
Nosso Bebê

Doação de Leite Materno – Você já pensou nesta possibilidade?

Há bastante tempo estou querendo vir falar com vocês sobre este assunto. Já ouviram falar na doação de leite materno? Eu confesso que pouco sabia ou tinha procurado me informar sobre o assunto.
Também nunca tive “enxerradas” de leite para conseguir doar ihihih, mas o assunto me chamou atenção de uns tempos pra cá e fui pesquisar para saber como funcionava essa doação de amor em forma de alimento, e nada mais completo de uma pesquisa dessas do que conversar com uma doadora de leite materno.

Entrevistei a querida da Daniela Vargas, mãe do pequeno Arthur de 08 meses. Confiram aqui, e se inspirem.

doação de leite materno

Doação de Leite Materno

Conversa com Daniela Vargas.

1. Quando você teve seu bebê, como foi a amamentação? Sendo o primeiro filho, quais dificuldades e como foram os primeiros momentos?
Para mim foi super simples a adaptação, logo que saí cesárea já pedi para pegar o bebê e dar o primeiro mamá acho que 1h30 após o parto. Ele pegou bem direitinho o mamilo. Não tive dificuldade, mas acho que umas 2 semanas antes de dar a luz já estava usando aquelas proteções de mamilo que acabam ajudando a dar forma. O leite saiu normal primeiro o colostro e logo após acho que o primeiro ou segundo dia já foi ficando mais cor de leite. O Arthur já nasceu guloso e de 2 em 2h mamava ou menos. Ficou assim até o quinto mês quando começou a me dar uma folguinha pulando para 3 em 3 horas.

2. Você é ‘adepta’ a livre demanda (quando as mães não estipulam horários para amamentar seu filho, quando ele estiver com fome terá acesso ao leite)?
Sim, desde o início fui adepta a livre demanda, o Arthur mamou quando e onde quis até o sexto mês. Sim, achei que deveria e que faria bem para ele e para mim. Assim sabia que ele não estava nem com fome, nem com medo, nem com nada. Para mim o mamá está ligado muito além da fome, é para acalentar, proteger, dar carinho. E por isso eu mantive essa relação forte com meu bebê.



3. Em que momento e porque você teve interesse em se tornar uma doadora de leite materno?
Desde a primeira semana, quando já estava empedrando meu peito de tanto leite e eu tive que tirar com a ordenha elétrica e coloquei 200ml fora pensei que não poderia fazer isso e não ajudar os bebês que tanto precisavam. Durante a gravidez tinha lido sobre e me senti muito agraciada por ter muito leite e que tinha o dever de ajudar os demais com isso.

4. Dizem que quanto mais estimulamos a saída do leite, mais produzimos. Você concorda?
Mesmo depois do início da doação, seu bebê continuou se alimentando dele normalmente, nunca ficou com receio de “acabar”? Sim, concordo. O Leite não deixa de vir. Para mim sempre pensei e fiz o seguinte: amamentava o meu bebê e quando ele estava satisfeito tirava o restante para a doação. Na mamada seguinte a mesma coisa e assim muitos vidros de leite foram doados toda semana. Sem nunca prejudicar o meu bebê que por sinal é repleto de dobrinhas.

5. Como essa sua ação muda a sua vida e de quem recebe o seu amor em forma de alimento?
Acho que ajudar o próximo, é lindo sempre. Mas após ser mãe, isso fica muito mais forte na gente. Nós nos colocamos muito mais no lugar do outro e se puder fazer algo que mude um pouquinho, vou fazer. É mais uma forma que encontrei de encher o meu coração de amor e também de desde cedo ensinar meu filho a ser uma pessoa do bem. Só de pensar que ajudei muitos bebês pequenos a ter força para sair logo do hospital para ficar com seus pais me faz uma pessoa muito mais feliz.

6. O que é preciso para ser uma doadora?
É muito, muito simples para ser doadora.
Qualquer mulher que esteja amamentado, com excedente de leite no peito e que seja saudável. Não pode ser fumante, usuária de álcool ou drogas. Para ser doadora é preciso se cadastrar no Banco de Leite Humano, levando seus exames do pré-natal para avaliação. Após o cadastro o leite pode ser retirado no Banco de Leite ou em casa, seguindo orientações recebidas.
No meu caso, doei para a Santa Casa de Porto Alegre. Eles possuem uma organização de coleta na casa das doadoras por possuírem uma parceria com os Bombeiros e o Rotary, caso necessário.

Cuidados com o leite doado:
O leite será analisado físico, químico e microbiologicamente, passará pelo processo de pasteurização e somente após, será utilizado para os bebês internados.

Quem vai receber o leite:
Bebês internados na neonatologia, cujas mães não produzem leite em quantidade suficiente ou não poderão amamentá-los. A maioria destes bebês é prematuro.

Cuidados no momento da ordenha (retirada) do leite e armazenamento:
-Lavar bem as mãos e antebraço
– Retire adornos, proteja a boca e o nariz com mascar ou pano limpo
-Prenda os cabelos com touca ou uma toalha
-Lave as mamas com água e retire as primeiras gotas e/ou jatos de leite, desprezando-os

Recipiente para coleta: Frascos de vidro com tampa plástica (sem o papelão do interior da tampa). Este frasco deve ser lavado com água e detergente neutro. Ferver o vidro e tampa por 15 min. Deixar secar naturalmente, emborcado em pano limpo.
Se for utilizar esgotadeira (aparelho de tirar leite) para retirar leite, deve passar pelo mesmo processo.
Após esgotar a mama (retirar o leite), o frasco deve ser armazenado no freezer, etiquetado com identificação do nome, data e hora da 1ª coleta.
As próximas ordenhas podem ser feitas com o auxílio de uma xícara limpa e fervida previamente. Junte o leite coletado ao leite pré-congelado.
Após a coleta, o que fazer:
– O leite pode ficar armazenado até 15 dias no freezer e/ou congelador.
– Se o leite será trazido p/ o Banco de Leite Humano, deve chegar no máximo até 10ºdia.
– Para o transporte – o leite deverá ser transportado congelado em isopor ou caixa isotérmica, limpos e íntegros, sem gelo até o Banco de Leite Humano o mais rápido possível.

Daniela nos contou também, que para agradecer e para convocar ainda mais pessoas, o pessoal da Santa Casa fez uma mostra fotográfica que estava em exposição no Shopping Total onde as doadoras tiraram fotos muito fofas com os bebês que foram receptores na UTI neonatal em homenagem ao Dia mundial da doação de leite humano.

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Além das fotos, tem também um vídeo que eles fizeram para fomentar a doação, contando da parceria que a Santa Casa firmou com aCabify. A empresa oferecerá viagens gratuitas para as mães que quiserem ir até o Banco de Leite Humano da Santa Casa. Todas as mães da capital gaúcha que se cadastrarem na página especial da Cabify (santacasa.org.br/doeleite) e preencherem os requisitos para doar leite materno, terão até duas viagens gratuitas – com valor máximo de R$ 15 – para finalizar seu cadastro, desde que o destino ou a origem das corridas seja o local. A campanha de desconto é válida para os meses de maio e junho.

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Ficaram mega interessadas? Conhecem alguém que tem condições de ser uma doadora?
Se você que está me lendo, mora em POA ou região, dá uma ligada pra Santa Casa no (51) 3214.8284 e pega todas as informações.
Se você que está me lendo não é do Sul, não deixe de procurar o Banco de Leite da sua região e ajudar esses pequenos que tanto precisam de mais amor.

Beijos, :*

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